

Nhô Quim
Joaquim Antônio Côrtes
• Poeta popular, com mais de 200 poemas, muitos deles musicados;
• Defensor da literatura de cordel e das tradições culturais do interior;
• Servidor público municipal, com atuação em áreas culturais e na Saúde;
• Figura marcante em Araxá, fundador da Araxá Ciclo Clube e da Aspra.
Joaquim Antônio Cortes:
a passagem de Nhô Quim por Araxá e seu legado musical e literário
A cidade de Araxá guarda em sua história a passagem marcante de Joaquim Antônio Cortes, carinhosamente conhecido como Nhô Quim. Com uma trajetória que une a paixão pela música sertaneja e a rica tradição da literatura de cordel, Nhô Quim se tornou uma figura emblemática na cultura local, especialmente durante seu tempo à frente da Rádio Imbiara.
Nasceu em Ibiá em 1932, onde residiu até os 12 anos, e com vinte e poucos anos veio para Araxá, iniciou o trabalho na rádio Imbiara no ano de 1956 e rapidamente se destacou como um talentoso comunicador e amante da música sertaneja, e era nos programas radiofônicos que ele divulgada a literatura de cordel. Sua voz ressoava pelas ondas da Rádio onde promovia um gênero que reflete a alma do povo e as belezas do interior do Brasil. Com seu jeito carismático e seu profundo conhecimento da cultura regional, conquistou o coração de ouvintes de todas as idades, sendo um verdadeiro defensor das tradições sertanejas.
Mas Nhô Quim não se limitou apenas à música. Sua paixão pela literatura de cordel, uma forma de expressão popular rica em rimas e histórias, também foi uma importante parte de sua vida. Ele entendia a literatura de cordel como uma forma de preservar a cultura e a história do povo, trazendo à tona narrativas que falavam das lutas, amores e desafios do cotidiano, e tinha algumas rimas escritas.
A conexão de Nhô Quim com Araxá e sua contribuição para a música sertaneja e a literatura de cordel são legados que perduram até hoje. Ele não apenas fez ecoar as vozes de grandes artistas, mas também inspirou novas gerações a valorizarem suas raízes culturais. Esteve presente em vários programas de rádio de todo estado divulgando algum dos seus mais de 200 poemas escritos, muitos deles musicados. Os parentes que ainda residem em Araxá recordam dele que foi um símbolo da resistência, deixando um impacto permanente na memória de quem conheceu e conviveu com ele.
Mas nem só de música e rimas viveu esse artista da voz, ele exerceu várias outras funções, e em 1983 começou a trabalhar como servidor público municipal, trabalhou no Parque do Cristo, na Fundação Cultural Calmon Barreto, na Cooperativa dos Servidores Municipais e no Museu Dona Beja, mas foi atuando na secretaria de Saúde que ele aposentou.
O dinâmico e versátil Joaquim Antônio Cortes por Araxá participou de várias atividades sociais, foi um dos fundadores da Araxá Ciclo Clube, realizou a Jornada Ciclística da Fé e era o representante da Rádio e Tv Canção Nova, além de outro capítulo importante como um dos fundadores da Aspra – Associação dos Servidores da Prefeitura Municipal de Araxá.